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20 de Junho de 2017 Publicado por: Folha Noroeste Categoria: Regional

SESC Pirituba é promessa para 2025

Entidade aguarda assinar a escritura do terreno para lançar concurso para projeto executivo
Instituição aguarda escritura para dar início ao projeto. Foto: Edson Vieira/Folha Noroeste

Publicado às 13h45

Por Cristina Braga

Pirituba é um bairro que não tem equipamento cultural e, há décadas, os moradores sonham em ter uma casa de cultura para que possam usufruir do local e chamar, finalmente, de 'seu'. Toda a comunidade e coletivos culturais da região vêm brigando pela chegada de um grande aparelho de entretenimento no bairro. Na política, sempre intercedendo pela causa, vinha o professor e vereador licenciado Eliseu Gabriel (PSB), hoje, secretário municipal do Trabalho e Empreendedorismo. 

As tratativas para cessão de parte do terreno do Instituto Federal Campus Pirituba (IF) ao SESC, iniciaram em 2016 e foram amadurecidas até a aprovação por unanimidade pela Câmara dos Vereadores no início de 2017. Depois disso, o prefeito João Doria (PSDB) sancionou, em 17 de fevereiro, a Lei que cede, por 99 anos, terrenos para três unidades do SESC, sendo um deles em Pirituba.

Em concordância tanto da Prefeitura quanto do IF (cuja área é de 67 mil m²) foi à destinação de 15 mil m² para a construção do SESC. Nesse espaço há talude grande que beira a Rodovia dos Bandeirantes (plano inclinado que limita um aterro) de 8 mil m², que perfaz área de 23 mil m², reaproveitados na obra. Segundo Battistelli, Pirituba está na fila e pertence a um planejamento do Serviço Social do Comércio, que deve concluir obras até 2025, em conjunto com outras unidades em andamento.

O coordenador do SESC tem na ponta da língua os próximos passos para a unidade em Pirituba. "É aguardar a escritura ficar pronta para ver de que forma serão contempladas as atividades, depois, desenvolver um concurso de arquitetura, selecionar a melhor ideia e contratar o escritório para desenvolver o projeto executivo. Caso a Prefeitura lavre o termo ainda este ano, lançaremos concurso para projeto executivo em 2018”, pontua.

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Coordenador do Sesc-SP, Sergio Battistelli, em entrevista à Folha Noroeste com a repórter Cristina Braga. Foto: Edson Vieira/ Folha Noroeste 

Prédio horizontal

O bairro deverá receber a unidade o mais rápido possível, segundo o coordenador do SESC. Neste caso, isso está ligado ao melhor projeto dentro da qualidade dessa implantação de unidade. O custo da obra vai depender da volumetria em que o arquiteto projetar. “Imagino para Pirituba, dada as características do terreno, uma unidade entre 22 a 25 mil m² de área construída, incluindo piscinas cobertas e descobertas, teatro, ginásio, área de exposições, oficinas de criatividade, salas de ginástica, multiuso, restaurante, biblioteca, atividades para terceira idade e crianças, e comedoria ”, classifica.

A filosofia do SESC para implantação de uma unidade leva em conta diversos fatores, até porque o Sesc é do trabalhador, financiado pelos empresários do comércio, bens e serviço. Os empreendimentos utilizam espaços de fácil acesso e que comporte toda a diversidade da programação com foco no conhecimento. “Transparência que convide as pessoas para visualizar tudo o que está acontecendo no ambiente, priorizando a sustentabilidade, Pirituba receberá um projeto horizontal - prédio de um andar podendo ter uma praça ao meio e teatro na caixa alta”, pondera Battistelli.

Casa de Nassau: incorporada?

Neste corredor cultural, de arte e educação que deverá ser formado no quadrilátero entre as avenidas Mutinga e a Raimundo Pereira de Magalhaes, está a Casa de Nassau, pertencente à Sociedade Holandesa de São Paulo. O imóvel adquirido em 21 de março de 1957, pelos holandeses e já foi casarão de um funcionário da São Paulo Railway. É referência de tradição no bairro, compreendendo espaço de 25 mil m². O clube já teve dias de glamour e mais sócios - hoje conta com apenas 45 remanescentes que custeiam parte das despesas do empreendimento; outra parte provém de aluguéis das quadras de tênis e o salão de festas.

Pela relevância de sua história, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (CONPRESP) tombou em junho de 2016, a casa principal (antigo restaurante) e o moinho, existente na entrada de acesso ao clube pela Avenida Raimundo Pereira de Magalhaes, que precisa urgentemente de reparos. Seria objeto de interesse do SESC em comprar o imóvel para incorporá-lo à unidade no bairro, já que ficarão colados, porém, “o que temos hoje é um projeto de lei sancionado relativo ao IF”, diz Battistelli. Ele ainda considera a importância da Casa de Nassau que vai desde o início da construção da Estrada de Ferro dos Ingleses. “Com toda uma infraestrutura pronta deste Clube Holandês, e ainda a extensa área verde, tem tudo a haver com o que o SESC desenvolve “, reflete. Mas não confirma sobre possível aquisição. Apostemos as fichas de quanto o SESC deve pagar e quanto a Casa de Nassau quer receber como incorporação, no futuro.

Interface com IF

Feliz com a ideia em ter um vizinho como o SESC, o diretor adjunto administrativo do Instituto Federal (IFSP) Francisco Manoel Filho revela a importância dessa ação. "Considerando a localização do terreno, a facilidade de acesso através de trens e ônibus, pensamos que, juntamente com o SESC, constituiremos um grande polo cultural e educacional para a região".  E vai mais além: "Temos expectativa de estabelecermos uma parceria bastante ampla. Por exemplo, atualmente os servidores do IFSP podem utilizar os serviços do SESC. No caso da unidade Pirituba, vamos negociar a expansão desse benefício aos alunos da nossa unidade", finaliza.