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06 de Outubro de 2017 Publicado por: Folha Noroeste Categoria: Regional

Jaraguá e Lapa comemoram aniversário em outubro

Moradores ganham a palavra e falam sobre defeitos e qualidades de seus bairros
Pico do Jaraguá e Rua 12 de Outubro são alguns dos mais conhecidos pontos dos dois bairros

Publicado às 14h45

Por Gabriel Cabral

O bairro do Jaraguá comemora no dia 1° de outubro seus 127 anos. Já o bairro da Lapa, que canta parabéns no dia 12, feriado nacional e Dia das Crianças, completa seu 427° aniversário. Em agosto e setembro, os distritos se agitaram com dois assuntos: a demarcação das aldeias guaranis do Jaraguá e as audiências públicas sobre a futura Ponte de Pirituba, que ligará a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães à Lapa. Independentemente dessas polêmicas, os bairros vivem sob problemas como insegurança e graves questões viárias.

Ednei Miguel, artista plástico mais conhecido como Dinas Miguel, 31, é morador do Jaraguá desde que nasceu e revela à Folha Noroeste sua adoração à história do bairro. Por outro lado ele revela que a região é esquecida pelo poder público. “O Jaraguá tem uma grande dimensão territorial e sua infraestrutura não atende à demanda”, disse. “Sinto falta de uma prefeitura regional [própria para o Jaraguá, separada da de Pirituba] e espaços culturais.” Ele afirma que a população paga altos impostos e acredita que esse dinheiro precise ser revertido para políticas públicas que atendam as necessidades existentes no distrito.

Andrea Maranini, desenhista industrial, 40, gosta das áreas verdes do bairro, mas os bailes funks, a insegurança e a falta de policiamento são pontos negativos do bairro. “Incomoda-me o medo de sair com minhas coisas, de ter que esconder pra ninguém ver”, disse. Ela também explica que não permite que sua filha adolescente saia sozinha por medo da violência.

A desenhista industrial, que já mora na região há 12 anos, também lembra que o viaduto do Complexo Viário Jaraguá, inaugurado em 2009 e 2010, foi uma grande conquista do bairro. “Vivi a situação de passar ali todos os dias quando o viaduto ainda não existia. Acredito que foi uma ótima obra, pois facilitou e ajudou muito o trânsito a fluir”, disse. Apesar do elogio, Andrea critica a má sinalização do local que abre brechas para as imprudências de motoristas.

As mulheres também continuam vivendo com maior medo da insegurança. Milena da Costa, 18, é estudante e evita, durante os dias mais quentes, de ir para a faculdade de shorts porque sabe que na volta ela poderá sofrer algum tipo de assédio.

Lapa

Rosana Altafin, advogada e empresária, 55, disse que adora o “clima interiorana e acolhedor da Lapa”, mas critica os pontos de descarte irregular de lixo, que ela classifica como “insuportável”. O assunto foi destaque na edição 220 da Folha Noroeste. Não foi somente Rosana que ressaltou o problema. Diego Antunes, assessor de imprensa, 27, morou na Pompeia e há três anos está na Lapa. “Acredito que o maior causador disso tudo seja a própria população de moradores, comerciantes e ambulantes que circulam no bairro”, disse, “não adianta colocar a culpa no serviço de limpeza da prefeitura. É uma questão de educação”.

A falta de parques e lugares de promoção e incentivo à cultura também incomodam Antunes. Apesar da Lapa não estar ilesa de tantas ações criminosas da cidade, o assessor se sente seguro no bairro quando o compara a outras regiões. “Como cidadão, me sinto bem em morar em um bairro que possui um terminal de ônibus, estações de trem e metrô [próximas] que me levem para diversos lugares da cidade.” Vantagem esta da qual o Jaraguá já não usufrui. Apesar de ter duas estações da Linha 7 – Rubi da CPTM (Jaraguá e Vila Aurora), uma das mais problemáticas da cidade, o bairro tem carência de vias alternativas para fuga de congestionamentos, a qualidade do asfalto é péssima e as opções de transporte público são escassas e deficientes em diversos âmbitos.

Fique de olho no portal Folha Noroeste e confira as datas das sessões solenes, festas e comemorações dos bairros.