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11 de Outubro de 2017 Publicado por: Folha Noroeste Categoria: Cultura

Projeto “Dancehall de Quebrada” fecha feriado de 12 de outubro no Sesc Pompeia

Com subgêneros do reggae e rap sobem ao palco da Comedoria a cantora Sistah Chilli e nomes como Rap Plus Size, Danna Lisboa, Aghata Saan e KL Jay
Paula Manzano, a Sistah Chilli. Foto: Estadão

Publicado às 11h35

O Sesc Pompeia recebe, na noite do dia 12 de outubro, a partir das 18h30, dois shows que abordam vertentes do dancehall, reggae e rap. Os cantores e compositores Jah Walla, Michel Irie, Xandão Cruz e Jimmy Luv se unem para tocar, pela primeira vez, as faixas da coletânea ‘Dancehall de Quebrada’, lançada pela Gravadora Fatiado – o trabalho é o primeiro vinil do gênero a ser lançado no Brasil.

Em seguida, a cantora Sistah Chilli sobe ao palco. Ela éconhecida por ser uma das primeiras mulheres da cidade de São Paulo a cantar em riddims de rub a dub (improvisos em cima de bases de reggae). Além disso, é a fundadora do Rude Sistah Sound, que leva cultura e informação para mulheres interessadas na música jamaicana.

A noite conta, ainda, com participações de Rap Plus Size, Danna Lisboa, Aghata Saan e abertura dos shows com discotecagem de KL Jay (Racionais MC’s), que toca a partir das 17h30.

DANCEHALL DE QUEBRADA
Coletânea em vinil, com quatro faixas de bases produzidas por Michel Irie, que conta com as vozes de Jah Walla e dos veteranos da vertente Jimmy Luv e Xandão Cruz. É a primeira vez que esse subgênero do reggae ganha uma gravação no formato LP, pela Fatiados Discos, trazendo a união de duas gerações desse cenário.

Michel Irie
Desde 2007 no movimento da Palavra Consciente, Michel Irie cresceu no bairro do Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo, e teve, desde cedo, influências do samba, rap, ragga e jungle. Com letras de cunho social e espiritual, tem diversos trabalhos gravados, tendo manifestado suas letras em riddims clássicos jamaicanos, e também em produções de Mungo's Hi-Fi, Jacky Murda, entre outros.

Atuando predominantemente no cenário sound system, Michel coleciona parcerias com destacados coletivos, como Quilombo Hi-Fi, Deskareggae (BH), Kas Dub, Original Dubatak (Jeff Boto) e Paz&Dubs. Além disso, já dividiu seu som com Monkey Jhayam, Dada Yute, Junior Dread, Mutaman, Rica Caveman, Jimmy Luv, Dreadsquad, Mungo's Hi-Fi, Soom T e Solo Banton.

Em 2009, Michel deu origem ao projeto Neguse Anbesa, que visa a produção independente das músicas dos artistas envolvidos. Em 2016, lançou o disco ‘No Ataque’.

Jimmy Luv

Nascido em São Paulo, Jimmy Luv é conhecido por ser um dos pioneiros a rimar no estilo ragga feito em português e é referência na difusão desse tipo de música no Brasil. Com influências da música jamaicana, brasileira, americana e inglesa, desde o início desenvolveu um estilo próprio de cantar em variados tipos de beat e riddims que vão do reggae ao dancehall e bass music.

Começou a escrever e produzir suas primeiras músicas nos anos 1990, época em que morou no Rio de Janeiro e fez parte da banda The Funk Fuckers. Em 2001, voltou para São Paulo, onde formou o Enganjaduz e o coletivo Família 7 Velas. Em 2007, foi um dos cinco indicados como Produtor Revelação no Prêmio Hutúz, e em 2009 foi um dos cinco indicados ao VMB, da MTV, na categoria reggae.

Já cantou em todas as regiões do Brasil em diversas festas, casas de shows e em eventos como Circuito Reggae, Grito Cultural Reggae, Universo Parallelo e Festival Respect. Também fez shows em Buenos Aires (2007 e 2008).?Na televisão, se apresentou em alguns programas da antiga MTV e, em 2015, no programa "Manos e Minas", da TV Cultura. Em 2016, participou do “Panelaço”, programa do João Gordo no Youtube.

Lançou trabalhos solo, saiu em coletâneas, mixtapes, projetos, remixes e participações. Ao longo dos anos, tem gravado dubplates para soundsystems, músicas em riddims e em beats de diversos produtores como Jeff Boto, Dubalizer, Mauro Telefunksoul, Fredi Chernobyl, BRAAP, Kas Dub, Stone Roots, Unidade76, Neguse Anbesa, Amanajé Sound System, JFX, Blanka Krew, Dubdubom, Digitaldubs e Echo Sound System.?

Jah Wala

Cantor e compositor, nascido e criado na zona Sul de São Paulo, foi influenciado pelas coleções de discos de seus pais e encontrou seu dom com a música aos 11 anos. Após a composição de uma canção, aos 16 anos começou uma história traçada no ritmo caribenho.

Na conquista de seu trabalho solo, Jah Wala se inseriu no contexto do sound system, fundando, junto com Michel Irie, a produtora Neguse. Essa parceria possibilitou conexões, shows e singles com grandes nomes da cena reggae, como Jimmy Luv, Monkey Jhayam, QG Imperial, Muta3Man, Dada Yute, Arcanjo Ras e Xandão Cruz.

Com letras que falam sobre o cotidiano da periferia, Wala é um artista versátil, cantando em suas músicas histórias vividas em sua realidade. O EP ‘Sem Opressão’ (2016) tem como característica predominante a mensagem de fortalecimento ao povo que é oprimido bilateralmente e continuamente. Produzido de maneira totalmente independente, com o auxílio de músicos e engenheiros de som de São Paulo, este EP é o segundo lançado inteiramente com riddims produzidos aqui no Brasil, por Michel Irie. Este trabalho resultou bons frutos, concretizando a prensagem em vinil de um dos seus maiores hits, a música ‘Zé Povinho’, pelo selo da Fatiado Discos.

Xandão Cruz

É cantor e cartunista, formado em História pela UNIESP e faz música desde 1994. Como cantor, passou por bandas como Djamblê, Afrodimpacto, Afro Rude, Reviravolta Máfia, Família 7 Velas (membro até hoje), Projeto Rookie, além de participações fonográficas nos discos de bandas como RPW, Enganjaduz, Munhoz Professor M. Stereo, Enézimo, DJ Nato PK, Fex Bandollero, Jimmy Luv, DJ Caíque, Ascendência Mista, entre outros registros.

Em 2013, Xandão Cruz regravou em versão ‘raggamuffin’ com Thaide a canção ‘Corpo Fechado’, lançada originalmente em 1986 na compilação ‘Hip-hop Cultura de Rua’ e registrada 20 anos depois, no CD ‘Projeto Rookie’ (2006).

Sistah Chilli

Começou sua carreira em 2003 tocando em sound systems, festas de rua com sets de música jamaicana. Alguns anos depois, teve sua carreira interrompida devido a uma violência obstétrica que sofreu (por conta disso, hoje, seu filho é cadeirante). Foi o gatilho para que ela se aprofundasse ainda mais no feminismo periférico, dedicando-se a compor letras a partir das vivências dessa realidade.

"As pessoas se identificam com as minhas letras e minha correria porque temos uma luta em comum. Falo em linguagem simples, sem diplomacia. É essencial que a periferia saiba sobre o antifacismo e feminismo, e o rap é o canal", explica a artista.

Seu retorno para o cenário musical foi marcado pelo LP ‘Afronta Sonora’, o primeiro vinil feito por uma mulher nessa vertente. As faixas passeiam pelo rap em samples de rocksteady e early reggae, originados entre as décadas de 1960 e 1970.

As convidadas da Sistah Chilli:

Rap Plus Size

Depois do sucesso da música ‘Respeita o Nosso Corre’, de Issa Paz com participação de Sara Donato, as MCs resolveram se juntar para lançar o álbum ‘Rap Plus Size’, no qual usam elementos da música periférica brasileira que vão do funk ao hip hop. Com técnicas de flow, métrica aprimorada e letras lapidadas com linhas de grande impacto, elas abordam questões como gordofobia, feminismo e racismo, afirmando e valorizando a autonomia da mulher que luta. As duas organizam a Batalha da Dominação e são consideradas fortes representantes do rap feminino nacional.

Aghata Saan
Cantora, MC e seletora do extremo sul de São Paulo. Faz som com efeitos psicodélicos e linhas de baixo hipnotizantes, focando na cultura underground que transmite mensagens militantes e de paz. Em 2016, lançou seu primeiro EP, ‘Miragem’, pela gravadora Subvertentes Rec (SP) e teve o single ‘Real Problema’ lançado no álbum ‘A Dança Transcendental e a Mandala da Vida’, do Radiola Dub. Compõe o coletivo Feminine HI FI, composto apenas por seletoras mulheres. Se apresentou em vários sound systems e participou do campeonato Round House Colective (RJ/UK), no Circo Voador, do qual saiu ganhadora, o que a levou para Londres, onde fez uma mini tour. Seu acervo é em vinil e digital, passeando por brasilidades, funk, soul, reggae, deep roots, steppas, bass music, entre outras vertentes.

Danna Lisboa
Mulher trans, professora de dança e performer, Danna expressa a sua identidade por meio da arte, direcionando o seu foco na música e na dança por meio de timbres graves, rimas estilosas e beats dançantes. Em seus trabalhos, apresenta conteúdos e questões contemporâneas, socialmente engajadas, sem perder o lado divertido da música para pista.

Dj KL Jay
Kleber Simões começou sua carreira em 1987, quando realizava bailes em residências junto de seu atual companheiro de grupo, Edi Rock. Tape Deck, Fitas Cassetes e alguns vinis eram o que fazia com que as festas seguissem as madrugadas nas vizinhanças da zona norte de São Paulo. Anos depois, após ter assistido a um vídeo com a performance de Cash Money, um dos mais importantes DJs do cenário hip-hop, ele se identificou e descobriu a arte dos toca-discos.

Ao lado de Edi, Mano Brown e Ice Blue, KL Jay fundou o Racionais MC’s, em 1989. Com o rapper Xis, criou a gravadora que, depois, se tornou produtora de eventos e confecção conhecida como 4P. Em 2007, lançou a ‘Fita Mixada Rotação 33’, também com a participação de diversos MCs em formato CD e DVD, projeto em que o DJ mixa faixas conhecidas do rap brasileiro. Com Xis, produziu, por 10 anos, o mais importante campeonato de DJs do país, o Hip Hop DJ, que revelou nomes como DJ Cia, King, Marco, Tano, Nuts, entre outros.

De 1999 a 2002, tocou ao lado do DJ Roger na festa Clube do Rap, em Diadema (SP), e atualmente se apresenta todas as noites de quinta-feira com os DJs Ajamu, Marco e Will na festa ‘Sintonia’, que já acontece há 11 anos.

Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia

  
SERVIÇO:

DANCEHALL DE QUEBRADA + SISTAH CHILLI | ABERTURA COM DJ KL JAY

Quando: 12 de outubro (quinta-feira). Abertura da casa: 17h30, com discotecagem do DJ KL Jay. Início dos shows: 18h30, na Comedoria
Quanto: R$ 6,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 10,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 20,00 (inteira). Venda online pelo endereço sescsp.org.br/pompeia e presencial nas unidades do Sesc SP. Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Onde: Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.

Fonte: Sesc Pompeia