COTIDIANO

Ação popular entra na Justiça contra o “azul e amarelo” das escolas estaduais

Publicado em 12/12, às 12h15

Por Priscila Perez

A padronização de cores indicada no Manual de Pintura para as fachadas das escolas estaduais segue causando polêmica entre professores e autoridades. Contra o documento, uma ação popular foi protocolada na Justiça na última quarta-feira, 11 de dezembro.

Escola em Mogi das Cruzes; Foto: Reprodução/G1.

A manifestação é assinada pela professora da rede pública e codeputada Paula Aparecida (PSOL), integrante da Bancada Atividades da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que solicita ainda uma liminar para paralisar imediatamente a pintura. Segundo ela, a recomendação feita pelo governo configura-se como propaganda eleitoral indevida. O dinheiro público estaria sendo utilizado em benefício pessoal. A ação sugere que o governador João Doria e o secretário de Educação do Estado, Rossieli Soares da Silva, sejam obrigados a ressarcir os cofres públicos.

Escola Estadual Padre Simon Switzar, no centro de Poá. Foto: Reprodução/G1.

De acordo com o manual, a Gestão Doria recomendou a utilização de duas cores nas fachadas: azul e amarelo (as mesmas que representam o PSDB). Cerca de 1,4 mil escolas da rede deveriam seguir o padrão. A iniciativa integra o projeto estadual “Escola + Bonita”, lançado em julho deste ano. Antes disso, a pintura das escolas não era padronizada.

Verba limitada

Outro problema é com relação à verba destinada para o serviço. Consta no manual que o montante recebido só poderia ser aplicado na contratação de serviços relacionados. Ou seja, a escola não pode priorizar qualquer outra demanda interna.

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