COTIDIANO

Bombas na Marginal do Tietê não suportaram o volume de água, aponta governo

Publicado em 11/02, às 12h40

Por Priscila Perez

Instaladas ao longo da Marginal do Tietê, as 51 bombas antienchentes localizadas junto às pontes Aricanduva, Vila Maria, Limão, Vila Guilherme, Bandeiras, Casa Verde e Anhanguera não deram conta do volume de chuva que castigou a capital na última segunda-feira, 10 de fevereiro. O resultado foi visto na prática pelos motoristas com o transbordamento do rio em vários trechos, que ficaram intransitáveis.

Alagamento próximo à Ponte das Bandeiras. Foto: Reprodução/TV Globo.

Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, esses equipamentos têm como princípio evitar alagamentos, mas não tiveram condições técnicas para funcionarem de acordo. “Não havia condições operacionais de funcionamento [das bombas]. Agora, com a diminuição do nível do rio, as bombas vão começar a funcionar”, explicou o secretário. Atualmente, a estrutura antienchente é administrada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).

Marginal do Tietê congestionada. Foto: Reprodução/TV Globo.

A explicação para o ocorrido é simples: quando os pôlderes (espécie de reservatório) atingem o volume máximo, a água da chuva contida neles – drenada da própria Marginal – é bombeada automaticamente para o rio. Contudo, como ele já estava cheio, a água acabou retornando para a pista. No final, tudo estava alagado.

Funcionamento correto

Cada pôlder conta com um conjunto de quatro bombas com capacidade para bombear 400 litros de água por segundo cada, esvaziando o reservatório em poucos minutos. Quando ocorrem chuvas de grande intensidade, os diques evitam que o rio transborde para as Marginais. O sistema de galerias de águas pluviais local direciona as águas da chuva para um pequeno reservatório (menor que um piscinão). Nele, a água é armazenada e lançada de volta ao rio, após o período de pico de vazão.

Ponte da Casa Verde. Foto: Reprodução/Romerito Pontes/Futura Press.

O prefeito Bruno Covas também se manifestou sobre a segunda-feira mais chuvosa do ano. Segundo ele, choveu além do esperado. “Em três horas, em alguns pontos da cidade, choveu metade do esperado para todo mês de fevereiro.” Ele ainda argumentou que nenhum piscinão transbordou na cidade, pois estavam limpos (em contrapartida, apenas a cidade inteira ficou debaixo d’água). “Limpamos córregos da cidade, limpamos todos os piscinões. Aliás, nenhum piscinão transbordou na cidade por conta dessa limpeza. Entretanto, os rios para onde vão essa água não aguentaram a quantidade imensa de chuva dessas últimas horas. A cidade tem feito tudo, o mais rápido possível, para poder reduzir os problemas que se abateram sobre todos os paulistanos.”

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