COTIDIANO

Gestão Doria mantém repressão a pancadões em todo o Estado; ações da PM não vão mudar

Publicado em 03/12, às 12h40

Por Priscila Perez

Uma ocorrência policial em Paraisópolis, na zona sul da capital, no último domingo, 1 de dezembro, resultou na morte de nove pessoas, que foram pisoteadas durante um tumulto em um baile funk da região, envolvendo mais de 5 mil jovens.

Baile Funk em Paraisópolis. Foto: Reprodução.

Mesmo após o caso, que chocou a população e deu visibilidade à questão social, o Governo de São Paulo reforçou que o cerco aos pancadões continuará em todo o Estado, sem qualquer alteração. A repressão realizada por policiais militares é importante para inibir roubos, desrespeitos à Lei do Silêncio e o tráfico de drogas. “A política de segurança pública não vai mudar. A existência de um fato não inibirá as ações de segurança. Não inibe a ação, mas exige apuração”, cravou o governador João Doria.

No âmbito social, os bailes funk são considerados por alguns estudiosos como uma resposta da periferia à ausência de equipamentos esportivos e de lazer. Os jovens buscam opções de entretenimento. Por isso, Doria já assinala que irá criá-las nessas comunidades “para que não dependam de bailes funks”. Segundo ele, o triste episódio não tem a ver com “truculência policial”, uma vez que os próprios policiais socorreram os jovens envolvidos no tumulto.

Alguns procedimentos, entretanto, poderão ser revistos. É o que garante o comandante da PM, o coronel Marcelo Vieira Salles. “Não é simples. É uma comunidade com 100 mil habitantes. Vamos reavaliar? Lógico que vamos.”

Pancadões na região
PM coíbe realização de pancadão na cidade. Foto: Karime Xavier.

Vários leitores já vivenciaram problemas com pancadões pela região noroeste. É comum ouvir relatos sobre drogas, violência, confusão e barulho. Um mais recente descreve a ocorrência no bairro do Jaraguá. “Motoqueiros ficam subindo e descendo a via em alta velocidade e empinando suas motos. É um barulho estarrecedor, fora o funk que rola solto no local, e os moradores têm medo de denunciar”, conta a leitora, que não quis se identificar por medo de represália (confira na íntegra). Para se ter ideia, a capital conta com 250 pontos de pancadões mapeados pela PM. As ocorrências são mais comuns de sexta a domingo e dizem respeito a problemas de “perturbação do sossego”.

Vale lembrar que é proibida a promoção de “pancadões” em locais de acesso público, como estacionamentos. Carros com som alto em via pública também são vetados por lei.

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