COTIDIANO

São Paulo contabiliza 24,4 mil presos fora das grades após “saidinhas” nos últimos quatro anos

Publicado em 06/01, às 11h30

Por Priscila Perez

A saidinha temporária, que já beneficiou presos como Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais, e o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, responsáveis pela morte da menina Isabella Nardoni, foi responsável pela “fuga” de mais de 24,4 mil presos ao longo dos últimos anos. A informação é da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), ligada ao governo estadual.

saidinha
Centro de detenção provisória na zona oeste. Foto: Reprodução/Jardiel Carvalho/Folhapress

De acordo com o levantamento, dos 637.490 presidiários que puderam sair em datas como Páscoa, Dia das Mães, Finados, Natal e Ano Novo, 3,8% deles não retornaram para o sistema prisional paulista entre 2015 e 2019. Além deles, 51 presos morreram durante a saída temporária. O SAP também informa que, nesse período, o número de saidinhas autorizadas pela Justiça aumentou significativamente. Em 2015, 121.672 detentos foram liberados; três anos depois, o número saltou para 143.352.

O benefício previsto em lei é concedido a detentos em regime semiaberto com bom comportamento que já cumpriram um sexto da pena (réus primários) ou um quarto, se reincidentes. Entretanto, a partir de agora, condenados por crimes hediondos que resultaram em morte (homicídios qualificados) não terão mais direito à “saidinha”.

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