EDUCAÇÃO

Prefeitura de SP libera retorno das aulas presenciais na cidade a partir de 1° de fevereiro

Publicada em 15/01/2021 às 10h50

Por Cristina Braga

A Prefeitura de São Paulo autorizou o retorno das aulas presenciais na cidade a partir do dia 1° de fevereiro. As escolas de toda a rede de ensino poderão inicialmente operar com 35% da capacidade.

Para a retomada das aulas será montado um sistema de acompanhamento da vigilância da rede de educação municipal por meio das Unidades Básicas de Saúde.“Também teremos as Escolas Sentinelas. Vamos escolher na área das 28 Unidades de Vigilância Sanitária do município uma escola que será acompanhada durante os 14 dias do ciclo do coronavírus para ter todos os dados de alunos, funcionários e também dos pais. Ela será a nossa referência naquele território”, explicou o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

Nas quatro mil escolas da rede municipal de ensino, o retorno será com 35% dos estudantes em sistema de rodízio. As primeiras duas semanas de aulas serão de preparação. Por meio da Escola de Formação para Professores serão realizadas imersões que irão preparar os docentes para essa nova realidade de atividades híbridas entre os alunos.As escolas funcionarão durante o período habitual e passarão por constante análise. Em caso de suspeita, além do Protocolo de Saúde já desenvolvido, as escolas contarão com Unidades Básicas de Saúde de referência que farão o monitoramento da unidade, colaborando com as dúvidas frequentes e o encaminhamento de possíveis casos.

“A pandemia ainda não acabou, precisamos adotar todos os trabalhos necessários, mas o trabalho feito merece o nosso cumprimento. Seguindo as orientações da Saúde, podemos retomar as atividades presenciais na Rede Pública de Ensino”, explicou o secretário municipal de Educação, Fernando Padula.

Educação e Saúde terão um grupo técnico constante que fará análise das condições e do andamento de reabertura. Esse grupo poderá determinar a ampliação no número de estudantes nas escolas ou até o retrocesso da medida, de acordo com as informações que serão trocadas ao longo do tempo.

Segundo a secretária adjunta de Educação, Minea Paschoaleto Fratella,  100% dos alunos devem voltar, mas em sistema de rodízio. “Os familiares podem optar pelo retorno das crianças ou não. Vamos fazer uma pesquisa com os familiares”, disse.Também foram adquiridos 760 mil kits de higiene (sabonete líquido, copo e nécessaire), 2,4 milhões de máscaras de tecido, 6,2 mil termômetros digitais e 75 mil protetores faciais que serão destinados a alunos e servidores, com investimento total de cerca de R$ 20 milhões.