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Audiência Pública debate a concessão da Linha 8-Diamante à iniciativa privada

Publicado em 28/02, às 11h50

Por Priscila Perez

O primeiro passo para a concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) à iniciativa privada foi dado pelo governo paulista. Na última quinta-feira, 27 de fevereiro, uma audiência pública foi realizada com a participação de empresários, funcionários da Companhia, passageiros e representantes do poder público. Durante o encontro, a Gestão Doria descreveu as próximas etapas do processo: a expectativa é que o edital seja lançado em maio e o resultado publicado até setembro deste ano. Já o contrato deverá ser assinado até o fim de 2020.

Trem da Linha 8-Diamante. Foto: Reprodução.

Paulo Galli, secretário-executivo da Secretaria de Transportes Metropolitanos, exaltou a atratividade do projeto aos olhos da iniciativa privada. “Nós recebemos várias delegações de vários países do mundo interessados nesse processo. Uma audiência que a gente esperava umas 120 pessoas, temos 260 aqui hoje. Isso demonstra todo o interesse que a iniciativa privada está tendo nessa concessão”, destacou.

Modelagem

Vencerá a corrida quem oferecer o maior lance pelo pacote. Além de operar e explorar as duas linhas, o futuro concessionário deverá modernizar as 35 estações que compõem o sistema Diamante-Esmeralda (com melhorias de acessibilidade), adquirir 30 novos trens (material rodante) e investir cerca de R$ 2,6 bilhões nos primeiros seis anos. Entretanto, a principal benfeitoria é a unificação das estações Lapa (linhas 7-Rubi e 8-Diamante). “Todas as obrigações do concessionário se revertem em benefício ao passageiro, que terá estações acessíveis, mais modernas e confortáveis”, disse o presidente da CPTM, Pedro Moro. A concessão será por 30 anos, e a concorrência, internacional.

Estação Lapa

Embora próximas, as duas estações Lapa, uma da Linha 7-Rubi e outra da 8-Diamante, não estão conectadas. É um problema antigo que se arrasta desde 1992, quando a CPTM assumiu o sistema. De lá para cá, o governo paulista só postergou a solução – gestão após gestão –, que seria construir uma nova estação no lugar. Agora, caberá à iniciativa privada unificar a Estação Lapa – “finalmente”, dirá o usuário da CPTM, e com razão.

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