REGIONAL

Gestão Doria vai desembolsar R$ 1,7 bi para retomar o Rodoanel Norte

Publicado em 22/11, às 11h

Por Priscila Perez

A Gestão Doria vai retomar o Rodoanel Norte com a certeza de que a obra, envolta em suspeitas de desvios de recursos públicos, não ficará pronta até o final do mandato. Para finalizar a última etapa do anel viário, que deveria ter sido entregue em março de 2016 e encontra-se paralisada desde 2018, o governo estima um gasto extra de R$ 1,7 bilhão, além dos R$ 10 milhões já aplicados na obra – incluindo despesas com desapropriações de casas e terrenos. Para se ter ideia, o valor é 30% maior do que os R$ 9 milhões orçados na Gestão Alckmin. Quanto ao cronograma, o Rodoanel Norte ficará pronto em até 24 meses.

Obras do Trecho Norte do Rodoanel/Foto: Felipe Rau/Estadão
Transparência

A retomada do Rodoanel Norte vai além da construção do anel viário. É preciso afastar a imagem de obra superfaturada. Por isso, a Gestão Doria vai investir em transparência com direito a imagens diárias de drones e publicação de notas de pagamento em um hotsite. Desse modo, será possível acompanhar o andamento das obras em tempo real e verificar os valores empregados em cada etapa da obra, afastando suspeitas de possíveis desvios.

Outra ideia é implantar uma central de monitoramento no Lote 1, próximo à Rodovia dos Bandeirantes, com equipes de plantão para tirar dúvidas do público e acompanhar a construção.

Nova licitação
Registro de 2018 do Rodoanel Norte, trecho ainda em obras. Foto: Gabriel Cabral/Folha Noroeste

Com o fim da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), caberá à Secretaria Estadual de Logística e Transporte tocar em frente a obra. O primeiro passo é analisar o relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para saber o que será feito com os contratos originais, assinados pela Dersa.

Os seis lotes do Rodoanel Norte, que pertenciam às empresas Mendes Júnior, Isolux, Corsan, OAS, Acciona, Construcap e Copasa, serão relicitados e assumidos por novas construtoras. Todos os contratos originais foram parar na Justiça e encontram-se em processo de arbitragem. Alguns já foram rescindidos na gestão anterior, de Mário França, e os demais pelo governo João Doria.

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