REGIONAL

Guaranis mobilizam a comunidade e promovem reunião pela criação do Parque Ecológico YARY TY e memorial indígena no Jaraguá

Publicado em 26/02, às 12h

Por Priscila Perez

A luta indígena no Jaraguá não tem fim. Ainda acampados no terreno da Tenda, os guaranis reivindicam o embargo definitivo da obra no local, próximo ao Parque Estadual do Jaraguá, onde a construtora espera construir cinco torres de moradias populares.

Ocupação indígena no Jaraguá Foto: Reprodução/Facebook/Sônia Barbosa (ara mirim)

Com o objetivo de mobilizar a comunidade em torno da criação do Parque Ecológico YARY TY, os índios realizarão nesta quinta-feira, 27 de fevereiro, uma reunião conjunta com coletivos e movimentos sociais da região para conceberem uma programação colaborativa, com ações socioculturais e educativas, sobre o tema. Segundo eles, o evento marca a inauguração do espaço de resistência do Povo Guarani da T.I. Jaraguá. A luta, destacam os guaranis, é pelo reconhecimento da originalidade do território, pela preservação da natureza e do Nhanderekó Guarani (modo de vida e cultura).

Ocupação no Jaraguá. Foto: Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil.
Parque e Memorial

Na internet, há um abaixo-assinado em defesa da proposta, com 43.278 assinaturas. “É o que se espera da Prefeitura de São Paulo para compensar o crime socioambiental cometido pela TENDA com o desrespeito ao povo Guarani M’bya. Lembramos que o prefeito Bruno Covas prometeu um terreno ao povo guarani do Jaraguá para a criação de um Memorial para a preservação da sua cultura”, diz a publicação. O futuro centro seria construído na Rua Comendador José de Matos, 139. Clique aqui para conferir o abaixo-assinado.

Alternativas

Há dois projetos de lei protocolados na Câmara Municipal, ambos de autoria do vereador Eliseu Gabriel. Um deles muda o zoneamento local, hoje classificado como ZEIS (Zona Especial de Interesse Social), para Zona de Preservação Ambiental (ZEPAM). O segundo propõe transformar a área em questão em parque municipal. Já o vereador Gilberto Natalini entrou com duas representações junto aos Ministérios Públicos Federal e Estadual com o objetivo de garantir a integridade física dos índios e impedir que mais árvores nativas sejam derrubadas. No documento, o parlamentar questiona o fato do terreno ser classificado como ZEIS estando ele inserido numa ZEPAM. A área, inclusive, é considerada uma Reserva de Biosfera (instrumento de preservação que incentiva uma gestão integrada e sustentável dos recursos naturais).

Agenda guarani
  • Quando: 27/02, quinta-feira, às 18h;
  • Onde: Rua Comendador José de Matos 139, na Vila Clarice.

 

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