REGIONAL

Lapa, Leopoldina e Freguesia: três escolas públicas da região estão sem aula desde o temporal da semana passada

Publicado em 19/02, às 10h50

Por Priscila Perez

O temporal que mergulhou a capital paulista em caos na semana passada ainda tem reflexos na zona noroeste. Por aqui, três escolas públicas, sendo duas municipais e uma estadual, estão com as aulas paralisadas devido aos estragos causados pela forte chuva daquela segunda-feira encharcada.

Uma delas é a E.E Pasquale Peccicacco, na Freguesia do Ó, que foi interditada pela Defesa Civil devido ao risco iminente de desabamento de um muro de arrimo trincado, localizado na parte de trás do terreno (onde há um barranco e casas vizinhas). Apesar da dificuldade, a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), órgão ligado ao governo paulista, ressalta que não há problema estrutural na unidade, embora ainda seja necessária a elaboração de um laudo técnico para embasar a execução dos reparos.

Escola na Freguesia. Foto: Reprodução.
Muro trincado. Foto: Reprodução/TV Globo.

Enquanto o colégio não é reaberto, os alunos irão estudar, de forma improvisada, na E.E Professor Augusto Ribeiro de Carvalho, próximo à Avenida Petrônio Portela. A medida é provisória, mas desagrada a maioria dos pais. Com a transferência, a meninada mais jovem da E.E Pasquale Peccicacco (escola de ensino fundamental até o quinto ano) vai conviver com alunos mais velhos, do Ensino Fundamental 2 (até o nono ano) e Ensino Médio. Por isso, o portão de entrada e saída será diferente para cada turma.

Na Vila Leopoldina, a EMEF Dilermando Dias dos Santos também foi fechada por conta da chuva. Após o temporal, a unidade apresentou rachaduras nos muros e suas vigas de sustentação estão tortas. A chuvarada abalou a estrutura do muro de arrimo, localizado no bosque da unidade, que cedeu e empurrou a estrutura de sustentação do telhado, na área coberta.

Situação dentro da EMEF. Foto: Reprodução.

A unidade está sem aula há uma semana e não há informações quanto à sua reforma. Essa indefinição tem preocupado a comunidade, que mal sabe para onde seus filhos serão redirecionados – e, muito menos, quando isso ocorrerá. Cerca de 700 alunos foram prejudicados. A expectativa é que eles sejam “remanejados para unidades próximas de maneira pontual, de acordo com as vagas disponíveis”, segundo informações da diretoria local. A obra nesta unidade também depende de laudo técnico para a execução dos reparos.

Colégio na Leopoldina. Foto: Reprodução/Facebook.

A Secretaria Municipal de Educação confirma que os alunos serão transferidos para outras unidades da região – e próximas à EMEF Dilermando Dias dos Santos. Já quanto à escola estadual Professor Pasquale Peccicacci, na Freguesia, a FDE destaca que as calhas já foram limpas e que um técnico especialista em sondagem de solo está analisando o muro. “Ele vai nos indicar se é o caso de apenas reparar aquele muro de contenção ou a necessidade de uma obra para garantir a estabilidade”, afirma Leandro Damy, presidente do órgão ligado ao governo paulista

Segundo o governo de São Paulo, a. E.E Marina Cerqueira César, na Vila Romana, também está com as aulas paralisadas desde a semana passada. Porém, não há informações adicionais.

Folha Noroeste

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