REGIONAL

Relatório do IPT revela 59 danos graves nas obras do Rodoanel Norte

Publicado em 13/02, às 10h40

Por Priscila Perez

Com as obras interrompidas desde 2018, a última etapa do anel viário Mário Covas acumula danos graves em sua estrutura. Segundo o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), há 59 “grandes anomalias” no Rodoanel Norte, como túneis com infiltrações, pilares desaprumados, revestimentos trincados, além de rupturas e erosões – problemas que deverão ser resolvidos para que a rodovia se torne segura para os motoristas.

Obra abandonada do Rodoanel Norte. Foto: Reprodução/Zanone Fraissat/Folhapress.

A auditoria foi realizada nos seis lotes do empreendimento com o objetivo de verificar a real situação dos canteiros de obras e o que – de fato – foi executado pelas empresas/consórcios responsáveis durante a vigência dos contratos com a extinta Dersa. O governo paulista, sob a gestão de João Doria, aguardava o relatório para traçar os próximos passos que garantirão a retomada do Rodoanel Norte, programada para setembro deste ano. Porém, o andamento desta promessa depende ainda da abertura de uma nova licitação envolvendo seis novos consórcios, que substituirão os antigos nos seis lotes do Rodoanel. Estima-se que a concorrência pública seja aberta em março. Já a conclusão deve ocorrer em até 24 meses.

A construção do Rodoanel, que se arrasta desde a gestão de Geraldo Alckmin, em 2013, foi alvo da Operação Lava Jato por fraudes e suspeitas de superfaturamento envolvendo as maiores empreiteiras do país. Para se ter ideia, o Ministério Público estima um prejuízo de R$ 480 milhões para o governo paulista.

Entulho e sujeira tomam conta de canteiro de obras. Foto: Reprodução/Edu Garcia/R7

Em 2018, os consórcios Mendes Júnior/Isolux Corsán e OAS foram sacados do projeto por terem abandonado os canteiros de obras – na época, as empresas alegaram dificuldades financeiras. Já no governo Doria, os contratos com as construtoras Acciona e Construcap-Copasa foram cancelados porque as obras pouco avançavam.

Para finalizar a última etapa do anel viário, que deveria ter sido entregue em março de 2016, a Gestão Doria estima um gasto extra de R$ 2 bilhões, além dos R$ 7,3 bilhões já aplicados na obra, incluindo despesas com desapropriações de casas e terrenos.

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