REGIONAL

Secretaria da Habitação afirma que terreno no Jaguaré não está contaminado

Publicado às 12h40

Por Cristina Braga

O Movimento Diogo Pires do Jaguaré comemorou com a comunidade a resposta da Secretaria Municipal da Habitação (SEHAB) sobre a suspeita de contaminação por resíduos industriais na área de implantação do conjunto habitacional, por meio do “Programa de Urbanização de Favelas”, localizado na Rua Major Paladino, 881, junto à Ponte dos Remédios, na Vila Leopoldina, onde funcionou a antiga Siderúrgica Barra Mansa. Em ofício enviado à pasta em julho, foi solicitada a manifestação sobre o parcelamento do solo e a possível contaminação.

A investigação final da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), de abril deste ano, confirmou que a área em questão foi classificada como AR (reabilitada), permitindo assim a emissão do “Termo de Reabilitação” para uso residencial.

Paulo César Maluf, coordenador do Movimento Diogo Pires, ficou satisfeito com os documentos recebidos. “A obra não traz riscos aos trabalhadores nem aos futuros moradores.”

Prefeitura promete entregar conjunto habitacional em 2020. Foto: Divulgação

Segundo a SEHAB, foram realizados Documento reúne ajustes das diretrizes da área verde todos os procedimentos preconizados e recomendados pela CETESB para “investigações e remediações de  possíveis contaminações em áreas que apresentam características semelhantes às da Ponte dos Remédios”. “A obra nunca foi paralisada, apenas diminuiu o ritmo aguardando manifestação da CETESB quanto aos resultados encontrados e indicações das remediações propostas. Dessa forma, afirmamos que não há comprometimento na entrega das 181 unidades em 2020 em decorrência das contaminações já remediadas e confirmadas pelo órgão”, afirma a pasta.

Nova UBS Jaguaré

Paulo Maluf abordou ainda a importância da construção de uma nova UBS (Unidade Básica de Saúde) no bairro. “A área técnica da Secretaria Municipal da Saúde aprovou uma parte do CDC Jaguaré, na Avenida Presidente Altino, para abrigar um novo posto, que será construído com verba do BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento].”