REGIONAL

Temporal castiga a zona noroeste nesta segunda; Lapa lidera ranking de alagamentos

Publicado em 10/02, às 10h

Por Priscila Perez

A zona noroeste da capital amanheceu debaixo d’água nesta segunda-feira, 10 de fevereiro. Em 24 horas, a cidade foi castigada com um volume de água inesperado: 113,2 ml de chuva, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) – isso só no Mirante de Santana. Para se ter ideia, a média para fevereiro é de 249,7 ml. “As precipitações estão se concentrando agora entre as zonas oeste e norte”, informa o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência).

Chuva em São Paulo. Foto: Reprodução.

Nesse período, o Corpo de Bombeiros recebeu mais de quatro mil chamados e atuou em 300 ocorrências. Ainda hoje, a recomendação é que as pessoas evitem sair de casa devido à situação, agravada pela chuva que ainda insiste em cair. Nesta manhã, além dos 78 pontos de alagamentos identificados, alguns trechos das marginais Pinheiros e Tietê estão intransitáveis (o ponto mais crítico é altura da Ponte da Casa Verde, sentido Cebolão) e a circulação do transporte público está comprometida (sobretudo as linhas 7-Rubi e 8-Diamante). As pistas junto às pontes do Limão e da Freguesia do Ó também estão interditadas.

Na zona noroeste, o córrego Perus transbordou por volta das 2h, colocando o bairro em alerta. Já na Casa Verde/Freguesia, há sete trechos intransitáveis. A Avenida Nossa Senhora do Ó, próximo à Avenida Antônio Munhoz Bonilha, é um deles. A Lapa, por sua vez, é a região com o maior número de alagamentos até agora: são 20 pontos críticos. Foram identificados problemas em vias como Barão do Bananal, em Perdizes; Clélia, Robert Bosch, Tagipuru, na Barra Funda, e Elísio Cordeiro de Siqueira, na Vila Jaguara. As avenidas Ermano Marchetti, Gastão Vidigal, Pompeia, Embaixador Macedo Soares e Marquês de São Vicente também estão comprometidas, assim como a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), que está alagada. Um homem chegou a usar um remo em uma base improvisada para conseguir se locomover.

Homem remando na Ceagesp. Foto: Reprodução.

O Mercadão da Lapa, por exemplo, amanheceu fechado (assim como boa parte do comércio local). Ainda na região, os ônibus estão parados na Clemente Álvares porque o Viaduto Lapa foi interditado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Veículos da Viação Gato Preto também permanecem estacionados na Rua Clélia, próximo ao Hospital Sorocabana, sem conseguirem seguir viagem. Confira o relato da repórter Cristina Braga, que esteve pela manhã na região e conferiu o caos desta segunda:

Rua John Harrison, na Lapa, com trânsito complicado nesta manhã. Foto: Folha Noroeste.

 

Em Pirituba, por volta da 1h da manhã, a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães já apresentava trechos alagados, segundo testemunhas.

Da Ponte do Jaguaré é possível observar o estrago na região:

 

A Rua Fortunato Ferraz, na Vila Anastácio, é outra via que está, literalmente, debaixo d’água. Não há como circular devido à enchente, que já invadiu as casas.

Rua intransitável na Vila Anastácio. Foto: Reprodução.
A chuva em números

Das 16h de domingo até às 4h desta segunda, a Lapa registrou 118.6 milímetros de chuva. Na Freguesia, foram 60.2 mm. Estes foram os dois bairros mais castigados pelo temporal, de acordo com o Climatempo.

Rodízio suspenso

O rodízio municipal está suspenso para carros e caminhões nesta segunda-feira, o dia todo.

Folha Noroeste

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