SAÚDE

Anvisa aprova uso emergencial de medicamento contra covid-19

Publicado em 20/04/2021 às 13h

Por Redação/UOL

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou hoje pedido de uso emergencial de um medicamento contra a covid-19 que é resultado da combinação dos anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe. A combinação, chamada de Regen-Cov, não previne a doença, mas apresentou resultados positivos para evitar o agravamento do quadro em alguns pacientes. Segundo a Anvisa, “a indicação dos medicamentos é para quadros leves e moderados da doença, em adultos e pacientes pediátricos (12 anos ou mais) com infeção por Sars-CoV-2 confirmada por laboratório, e que possuem alto risco de progredir para formas graves da doença.”

A Anvisa liberou o uso do remédio apenas em ambiente hospitalar, sendo que não está autorizado o uso em pacientes internados ou que necessitam de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica em seus tratamentos. “De acordo com dados do estudo clínico, os anticorpos não demonstraram benefício em pacientes internados, podendo até estar associados a desfechos clínicos piores quando usados”, justifica a nota da agência.

Ainda segundo a Anvisa, o casirivimabe e o imdevimabe devem ser administrados juntos por infusão intravenosa (IV) e os possíveis efeitos colaterais incluem anafilaxia (reação alérgica aguda), febre, calafrios, urticária, coceira e rubor. “A segurança e a eficácia dos anticorpos continuam a ser avaliadas por meio de estudos que estão em andamento”, diz a nota.

O coquetel de casirivimabe e imdevimabe está liberado para uso em caráter emergencial nos Estados Unidos desde novembro passado para pacientes com ao menos 12 anos e 40kg, tendo sido utilizado no tratamento do então presidente Donald Trump. Anticorpos monoclonais são proteínas feitas em laboratório e que imitam a capacidade do sistema imunológico de combater patógenos nocivos, como vírus. O casirivimabe e o imdevimabe são anticorpos monoclonais que são especificamente direcionados contra a proteína de pico (spike) de Sars-CoV-2, projetada para bloquear a adesão e a entrada do vírus em células humanas. Esse não é o único coquetel que está em fase de análise pela Anvisa.

A agência analisa desde o último dia 30 o pedido de uso emergencial de medicamento para tratar covid da empresa Eli Lilly do Brasil Ltda. O coquetel tem função semelhante e é uma combinação dos medicamentos biológicos banlanivimabe e etesevimabe. Em março, a Anvisa aprovou o uso do remdesivir, da farmacêutica Gilead, contra a covid-19, o primeiro registro para um medicamento com uso indicado em bula para tratamento da doença.

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