SAÚDE

Médicos Sem Fronteiras ampliam serviço no Centro de Cuidados instalado no Clube Pelezão

Publicado em 17/6/2020 às 9h54

Por Eduardo Fiora e Alexandra Swerts (via Observatório Leopoldina)

Uma das mais importantes organizações de assistência humanitária, com atuação mundial na área de Saúde, Médicos Sem Fronteiras (MSF), irá atender moradores de rua testados positivamente para Covid-19 e encaminhados para o Clube Pelezão, equipamento municipal transformado em centro de acolhida emergencial.

A informação vem do supervisor de Promoção de Saúde do MSF em São Paulo, Vinícius Caramuru, que coordena uma equipe de 18 profissionais, com atuação no Pelezão. “Além das ações móveis que temos na cidade, estamos atuando nos centros de acolhida e, também, no Pelezão, onde já atendíamos casos suspeitos de Covid-19. Agora que passamos a ter acesso aos testes [PCR], podemos encaminhar [os infectados] para uma ala separada.”

Nessa parceria com o poder público, os Médicos Sem Fronteiras entraram com recursos humanos próprios, enquanto a SMADS se responsabilizou por toda a estrutura de acolhimento. A Secretaria Municipal de Esportes, por sua vez, disponibilizou o espaço. “Somos uma organização independente que atua com recursos próprios vindos de doadores. Não recebemos nada da Prefeitura”, afirma Caramuru.

O atendimento tem um fluxo bem definido. “As pessoas em situação de rua com suspeita de terem sido infectadas serão transferidas [voluntariamente] para o Pelezão, e lá serão testadas. Elas são acolhidas no Salão Azul, com 30 leitos, até obterem o resultado do teste. Se for positivo, ela irá para a ala especial dentro do clube com 106 leitos para casos confirmados. Porém, se der negativo, não há necessidade de ficar no Pelezão”, explica o supervisor do MSF.