SAÚDE

Pesquisadores da USP criam ventilador pulmonar 15 vezes mais barato e produzido em duas horas

Publicado em 01/04, às 9h40

Por Priscila Perez

No Estado de São Paulo, a corrida contra o avanço do coronavírus é diária. Até as 16h da última terça-feira, foram registrados 136 mortes e 2.339 casos confirmados. Devido à gravidade da situação, pesquisadores da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) estão envolvidos em projetos que possam mitigar os efeitos do Covid-19 entre a população e baratear o tratamento de pacientes atingidos pela doença.

Ventilador pulmonar desenvolvido pela Poli-USP. Foto: Divulgação.

Entre as novidades, destaca-se o desenvolvimento de um ventilador pulmonar mecânico 15 vezes mais barato em comparação aos disponíveis em mercado (o valor médio é R$ 15 mil) e que poderá ser produzido em até duas horas – tempo recorde. O equipamento de baixo custo foi elaborado com componentes e tecnologia nacionais, podendo ser fabricando mais rapidamente por empresas autorizadas para suprir a demanda hospitalar.

Iniciada em 20 de março, a pesquisa reúne docentes, pesquisadores, alunos e representantes da iniciativa privada. “Por suas características, a ação irá viabilizar a construção de alguns milhares de ventiladores a partir de três semanas e ter milhares produzidos em cinco semanas”, explica o engenheiro Raul Gonzalez Lima, coordenador da iniciativa. O protótipo foi batizado de “Inspire”. “Nosso projeto oferece as funcionalidades consideradas necessárias ao tratamento da Covid-19 aliadas à simplicidade e à velocidade de manufatura.”

Equipamento é 15 vezes mais barato e pode ser produzido em duas horas. Foto: Divulgação/Poli.

O equipamento apresenta licença “open source”, ou seja, qualquer empresa poderá produzir o respirador – desde que seja autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o engenheiro, a Poli é a responsável pelo projeto, mas não pela sua fabricação. “Caso a necessidade de ventiladores seja maior do que o que os fabricantes dos equipamentos nacionais consigam manufaturar, estaremos prontos para produzir em poucas semanas. A expectativa é atender o pico da demanda provocado por esta pandemia”, conclui.

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