SAÚDE

Polícia Ambiental investiga se há mais animais mortos por febre amarela em SP

Policiais montam dados via satélite sobre o deslocamento dos macacos para órgãos de saúde e meio ambiente do estado monitorarem corredor da doença

Publicado às 10h40

G1 São Paulo

A Polícia Ambiental do Estado está entrando pelo menos duas vezes por semana no Parque Estadual da Cantareira, na região do Tremembé, na Zona Norte de São Paulo, para verificar se há macacos mortos na mata, vítimas da febre amarela.

O objetivo é verificar por onde o vírus está circulando. Isso porque o parque está fechado desde outubro, devendo ser reaberto em janeiro de 2018, após macacos serem encontrados com febre amarela silvestre. Ao todo 23 pessoas tiveram confirmadas a febre amarela no estado, com 10 mortes em 2017.

O primeiro macaco com a doença encontrado morto no dia 9 de outubro no Horto Florestal, que ficam na área do Parque da Cantareira. Apesar de serem hospedeiros do vírus, os animais não são transmissores da doença para humanos. Os transmissores são duas espécies de mosquitos silvestres: Haemagogus E Sabethes. Desde então o estado começou a vacinar a população contra a doença, que pode ser transmitida pelo mosquito.

Depois do primeiro macaco, três morreram da doença: dois no parque Anhanguera e um no parque ecológico do Tietê. A transmissão da doença é feita pela picada do mosquito contaminado. Por precaução 16 parques da capital foram fechados e os moradores de áreas específicas começaram a ser vacinados.

E a Polícia Ambiental monitora agora a situação, principalmente a região do Parque da Cantareira. Pelo menos duas vezes por semana a Polícia ambiental percorre as trilhas da Cantareira para monitorar o comportamento dos macacos.

Em uma operação nesta semana, participaram também policiais do grupo de Comandos e Operações Especiais da PM, o COE. A ação foi realizada no Núcleo Cabuçu do Parque da Cantareira.

Alguns macacos foram localizados, mas vivos. Os policiais registram a localização por satélite dos macacos. E tentam encontrar outros animais com binóculo.

Segundo o coronel Alberto Sardilli, da Polícia Ambiental, as informações são enviadas ao governo do Estado para que seja feito o mapeamento da movimentação dos macacos e também ajudar na prevenção e combate à febre amarela.

 

A Prefeitura de São Paulo pretende vacinar 2 milhões de pessoas que morem perto dos parques da Zona Norte de São Paulo. Quem resida até 1 quilômetro próximo ao parque deve procurar postos de saúde da região para se vacinar. Menos de 1 milhão de pessoas procurou a vacina até agora.

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