SAÚDE

São Paulo antecipa vacinação contra a gripe para 23 de março; serão distribuídas 75 milhões de doses

Publicado 28/02, às 11h

Com informações do Governo de SP

O governador João Doria confirmou na última quinta-feira, 27 de fevereiro, a antecipação da produção de vacinas contra gripe pelo Instituto Butantan, que será ampliada para 75 milhões de doses em 2020. Por isso, a campanha de imunização contra a gripe em São Paulo será antecipada em 23 dias, começando em 23 de março. A medida foi decidida em conjunto com o Ministério da Saúde e o Centro de Contingência do Estado de São Paulo.

Campanha de imunização contra gripe. Foto: Reprodução/Exame.

A decisão foi anunciada em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. Além de Doria, participaram o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann; e o Coordenador do Centro de Contingência do COVID-19 (sigla em inglês para o novo coronavírus) em São Paulo, o médico infectologista David Uip.

Uip explicou que, embora a vacina contra a gripe não seja diretamente efetiva contra o novo coronavírus, a imunização ampliada é fundamental para reduzir a capacidade de contaminação nos próximos meses. “Vacinando mais, mais pessoas estão protegidas e menos suscetíveis a doenças. É uma decisão absolutamente fundamental neste momento em que nós estamos começando a enfrentar um novo vírus”, declarou o infectologista.

Mandetta confirmou que a campanha nacional de imunização contra a gripe será antecipada para 23 de março, quase um mês antes do prazo inicialmente planejado. “A vacina deixa o sistema imunológico de 80% dos que tomam a vacina protegido contra as cepas virais que estão circulando e são milhares de vezes mais comuns que o coronavírus. É um instrumento importante porque diminui a espiral de epidemia de outros vírus que podem ocorrer e confundir a população”, afirmou o ministro.

Quem deve tomar?

Gestantes, crianças de até seis anos, mulheres até 45 dias após o parto e idosos compõem o grupo-alvo da campanha, tidos como mais vulneráreis à doença.

Primeiro caso registrado no Brasil

A decisão vem um dia após a confirmação do primeiro caso de paciente contaminado pelo COVID-19 no país. Um homem de 61 anos, residente na capital paulista, teve diagnóstico positivo após retornar de viagem à Itália, país em que o vírus já estava em circulação.

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