COTIDIANO

Grupos criminosos fazem serviço de poda ilegal por R$ 2 mil na cidade

Publicado em 01/11, às 11h

Por Priscila Perez

O munícipe vive um eterno dilema quando o assunto é poda de árvore. Impedido de resolver o problema pelas próprias mãos, ele é obrigado a recorrer à Prefeitura, pela Central de Atendimento 156. Mas aí o serviço demora para ser executado – e, às vezes, vira questão de meses. Atualmente, são 10.597 solicitações pendentes. É muito do que vemos em nosso Espaço do Leitor.

Poda de árvore na Rua Coriolano. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Não à toa, grupos criminosos ligados a empresas terceirizadas têm agido “por fora”, prestando o serviço pela bagatela de R$ 2 mil, já que a administração municipal não dá conta da demanda (e apenas ela pode realizar a poda de árvores). Um exemplo disso ocorreu na Vila Mariana, na zona sul da cidade, com direito a motosserra. A equipe, que era ligada a uma empresa terceirizada, cortou um coqueiro de 40 anos por conta própria, alegando problemas com cupins. A ação, entretanto, não era oficial e ocorreu sem autorização ou análise de técnicos.

Problemas deste tipo são frequentes na capital. Segundo a Prefeitura, a central156 recebe mais de 200 denúncias de corte ilegal por mês. Porém, embora a ação seja prejudicial à natureza, o valor da multa é baixo – R$ 162. Para se ter ideia, somente neste ano, essa infração rendeu R$ 181 mil em multas.

Para resolver a questão, a Prefeitura argumenta que tem investido no setor. Hoje, há 100 equipes responsáveis pelo serviço de poda. Será o suficiente? Pela quantidade de reclamações que recebemos quinzenalmente, a resposta é NÃO.

 

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