REGIONAL

Coleta seletiva é quase impossível sem educação ambiental

Bairro mais limpo depende da consciência de cada um - do cidadão ao poder público

Publicado às 14h30

Por Cristina Braga

Pesquisa divulgada no dia 13 de junho, pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, em parceria com o Sesc São Paulo, aponta que 25% dos entrevistados consideram que a preservação/manutenção de praças e parques
na cidade de São Paulo é “ruim”. Já para 23% dos participantes, a qualidade é “péssima”. Ou seja, 48% dos paulistanos avaliam negativamente os serviços de zeladoria da Prefeitura.

O fato é que tropeçamos em muitos problemas que afetam, diretamente, o meio ambiente. Dentro dos bairros, os obstáculos vão além dos pontos viciados: há lixo sendo descartado clandestinamente em praças e parques. Desnorteados, leitores da Vila Bonilha e Parque São Domingos dizem que não há recolhimento de lixo para reciclagem. “Separo os materiais orgânicos dos que podem ser reciclados, mas, como não passa o caminhão do reciclado, acabo jogando tudo no lixo comum”, conta uma leitora, que não quis se identificar. Até o dia 8 de
janeiro, o serviço era realizado com esmero pela Cooperativa Crescer, por meio de caminhões “gaiola”. Depois disso, a LOGA assumiu a responsabilidade em caráter de urgência.

Este é o exemplo a ser seguido: são leitores que fazem a parte deles e cobram esforços do poder público, até porque pagam impostos. Porém, quantos não fazem?

A cadeia do resíduo

“É quase impossível implantar coleta seletiva sem educação ambiental”, aponta o gestor ambiental Jethro Menezes, que também é professor de pós-graduação em gerenciamento de resíduos sólidos. Já Helena Gonçalves, mestre em ecologia, explica que também é preciso dar condições para as pessoas mudarem seus
hábitos. Valter Lima, diretor da Ecoprev no Jaraguá, reforça a ideia, destacando que é importante haver clareza nas responsabilidades de quem gera, compra, consome, descarta e reutiliza as embalagens.

Dentre os mecanismos estabelecidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos está a coleta seletiva, que, apesar dos benefícios, ainda é pouco desenvolvida no Brasil. Para Menezes, ela precisa ser “simples, aplicável e
discutida com a população”.

Canudinho e sacolinha plástica

Outro assunto do momento é a campanha contra os canudinhos de plástico, que representam 4% do lixo plástico em todo o mundo. Porém, o utensílio é só uma parte do problema, já que muitos recicláveis não são reaproveitados pela indústria. Mudanças de hábitos nem sempre são fáceis, mas “temos que insistir nisso”. Para Beth Brunetto, do Cades Pirituba/Jaraguá (Conselho Municipal do Meio Ambiente), o cidadão precisa ter consciência do seu papel na sociedade.

 

Folha Noroeste

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