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CPTM cogitou “Expresso Pirituba” na Linha 7-Rubi; projeto deu lugar à extensão até o Brás

Publicado em 14/01, às 11h30

Por Priscila Perez

A Linha 7-Rubi da CPTM Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) quase teve um “Expresso Pirituba” até a estação Barra Funda. Em abril do ano passado, a Companhia estudou a possibilidade de implantar esse serviço expresso no ramal durante os horários de pico, aos moldes do que é feito na Linha 10-Turquesa, entre as estações Tamanduateí e Santo André. Com isso, não haveria paradas nas estações Água Branca, Lapa e Piqueri. Contudo, segundo o presidente da CPTM, Pedro Moro, a opção pelo prolongamento da Linha Rubi até a Estação Brás se mostrou muito mais viável e vantajosa para o sistema. “A viagem até o centro da capital ficou mais rápida com o novo trajeto devido à diminuição do número de transferências nas estações Palmeiras-Barra Funda e Luz”, disse a CPTM em nota.

Linha 7-Rubi, da CPTM. Foto: Reprodução/Marivaldo Oliveira/Estadão Conteúdo.

Desde novembro, a linha tem operado até o Brás em dias úteis. O objetivo, segundo a Companhia, é melhorar a distribuição de passageiros em suas principais estações: Luz, Barra Funda e Brás. “Em vez de no Brás termos um trem já cheio da Linha 11 e mais pessoas entrando nele com interesse de chegar à Luz, queremos distribuir melhor usando a Linha 7”, explica Pedro Moro.

Com a mudança, a Linha 7-Rubi, que é a mais longa do sistema, com 62,7 km, tornou-se uma opção viável de acesso à região central e às linhas 10, 11, 12 e 13.

Concessão e TIC
Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress,

O contrato de concessão da Linha 7-Rubi à iniciativa privada deverá ser assinado até janeiro de 2021, junto com as obras do Trem Intercidades (TIC). A dobradinha não é mera coincidência: como o trem intercidades irá utilizar a estrutura da Linha 7, os dois projetos serão licitados em um mesmo pacote.

Segundo o governador João Doria, expectativa é realizar audiências e consultas públicas até março deste ano. Na sequência, ocorrerá a publicação do edital em junho de 2020, e a assinatura dos contratos já no ano seguinte. “A estimativa inicial é de que o ramal transporte cerca de 68 mil passageiros por dia. O trem de média velocidade deve operar junto com a linha 7-Rubi da CPTM, que já vai até Jundiaí. O custo total estimado é R$ 5,4 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão deve ser investido pelo governo do Estado”, disse em nota a Secretaria de Transportes Metropolitanos.

 

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